A Revista

A Revista NeuroVivere é um espaço editorial dedicado à transmissão de pensamento nas fronteiras entre a psicanálise, a clínica, a arte e o pensamento contemporâneo.

A revista se organiza em edições abertas, atravessadas por textos, imagens e ensaios que não se submetem à urgência do comentário nem à lógica da produtividade.

Aqui, escrever não é responder rapidamente, mas sustentar uma escuta.

A Revista NeuroVivere nasce do desejo de sustentar uma escrita que não separe sensibilidade e rigor, forma e pensamento, clínica e criação. Idealizada e editada por Tarsila Curtü Miranda, propõe-se como um espaço de transmissão entre clínica, arte e escrita.

Corpo Editorial
Tarsila Curtü Miranda


Nota Editorial — Edição Inaugural

A Revista NeuroVivere nasce como um espaço de interlocução entre psicanálise, clínica e experiência estética. Os textos aqui reunidos não se orientam pela demonstração conceitual exaustiva nem pela aplicação direta de teorias a objetos, mas por uma escrita que parte da escuta clínica e se deixa atravessar pelo pensamento, pela arte e pelo tempo.

Optamos por publicar ensaios clínicos autorais, nos quais a teoria não aparece como citação constante ou aparato explicativo, mas como sustentação ética do olhar. A psicanálise, neste espaço, não é convocada para responder rapidamente, classificar ou fechar sentidos, mas para acompanhar, sustentar e abrir questões.

Alguns textos desta edição se apresentam como ensaios clínico-estéticos; outros, como ensaios clínico-conceituais. Em ambos os casos, a escrita privilegia o gesto clínico, o ritmo da experiência e o cuidado com o silêncio, recusando a pressa interpretativa e a normatização do sofrimento humano.

As referências bibliográficas, quando apresentadas, não têm a função de comprovação, mas de interlocução — indicando campos de pensamento que sustentam e atravessam os textos, sem capturá-los. Entendemos que a clínica não se transmite apenas pelo conceito, mas também pelo modo como se escreve, se lê e se permanece diante do que ainda não se resolve.

Esta edição inaugural é, assim, um convite: a pensar a clínica como espaço de sustentação do humano, onde o desamparo não é corrigido, mas reconhecido, e onde o cuidado não se impõe como ideal, mas se constrói como gesto possível.

— A editora